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quinta-feira, 15 de março de 2012

Revisão: Células

Célula, unidade mínima de um organismo, capaz de atuar de maneira autônoma. Alguns organismos microscópicos, como bactérias e protozoários, são células únicas, enquanto os animais e plantas são formados por muitos milhões de células organizadas em tecidos e órgãos. Todas as células estão envolvidas numa membrana — chamada membrana plasmática — que guara uma substância rica em água, chamada citoplasma, onde estão "submersas" as organelas citoplasmáticas.
Todas as células contêm informação hereditária codificada em moléculas de ácido desoxirribonucléico (ADN ou DNA); esta informação dirige a atividade da célula e assegura a reprodução e a transmissão dos caracteres à descendência. 



Membrana plasmática também denominada: plasmalema, membrana celular, membrana citoplasmática, constitui uma fina película), delimitando o citoplasma de todos os tipos de células vivas (eucariontes e procariontes). 

Núcleo: é esférico, está rodeado por uma membrana dupla. A interação com o citoplasma acontece através de orifícios chamados de poros nucleares. Dentro do núcleo, as moléculas de ADN e proteínas estão organizadas em cromossomos, que costumam aparecer dispostos em pares idênticos. O núcleo controla a síntese de proteínas no citoplasma. 



Citoplasma: compreende todo o volume da célula, com exceção do núcleo. Engloba numerosas estruturas especializadas e organelas.

Mitocôndrias: uma das organelas mais importantes do citoplasma e é encontrada em quase todas as células eucarióticas. São as organelas produtoras de energia. Os cloroplastos são organelas ainda maiores, encontradas nas células de plantas e algas.

Outras organelas:A maior parte dos componentes da membrana celular forma-se numa rede tridimensional irregular de espaços, rodeada, por sua vez, por uma membrana e chamada de retículo endoplasmático (RE), no qual formam-se também os materiais expulsos pela célula. O Complexo de Golgi é formado por pilhas de sacos planos envoltos em membranas. Este aparelho recebe as moléculas formadas no retículo endoplasmático, transforma-as e dirige-as para diferentes lugares da célula. Os lisossomos são pequenas organelas que contêm reservas de enzimas necessárias à digestão celular de várias moléculas indesejáveis. 

 




quarta-feira, 14 de março de 2012

Conteúdo das aulas

Conforme combinado, em breve disponibilizarei alguns conteúdos como forma de reforçar o que aprendemos em sala de aula...Até lá!


 

sábado, 10 de março de 2012

Dia da Água...22 de Março

Qual é o tratamento que você tem dado a esse recurso vital para a nossa sobrevivência?


História do Dia Mundial da Água



O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.
Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e  degradada pela ação predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial. Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.




No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água” (leia abaixo). Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.



Mas como devemos comemorar esta importante data? Não só neste dia, mas também nos outros 364 dias do ano, precisamos tomar atitudes em nosso dia-a-dia que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças etc); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar idéias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas.

Declaração Universal dos Direitos da Água
Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra. 







terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Medição mais precisa piorou sensação sobre mudanças climáticas

Chuva no início do dia, sol forte no meio da tarde e frio no começo da noite. Variações de temperatura são cada vez mais comuns e podem causar enchentes e queimadas espontâneas no cerrado. O uso do sistema de posicionamento global (GPS) e a instalação de estações pluviométricas em 98% das grandes cidades mundiais têm contribuído para a percepção da alteração nas temperaturas. A evolução na medição também pode ter influência na sensação de que a situação é pior hoje.
"As mudanças climáticas se devem, não única, mas principalmente à ação do homem", afirma Saulo Rodrigues Pereira Filho, professor e coordenador de Ensino do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (UnB). Segundo o especialista, desde a primeira Revolução Industrial, no século XVIII, houve o crescimento da temperatura média do planeta, o que já causou o derretimento de 25% do polo norte. A grande questão é a emissão dos gases de efeito estufa (GEE) dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4), o óxido nitroso (N2O) e os perfluorcarbonetos (PFC's) na atmosfera terrestre. Das emissões globais, três quartos têm origem na queima de combustíveis fósseis para usos variados, e a fração restante é originada pelo desmatamento.

No Brasil, no entanto, essa relação se inverte. "Aqui, 75% dos gases vêm do desmatamento e apenas 25% do uso dos combustíveis fósseis", afirma Pereira. A grande vilã brasileira é a fronteira de ocupação agrícola, que se estende em direção à Amazônia. A floresta e o cerrado dão lugar à soja, à cana de açúcar, à pecuária e, assim, ao aquecimento global. Essa inversão também ocorre na Indonésia, na Malásia e nos países africanos, que têm sua economia dependente da produção de bens primários. A seu favor, o Brasil também tem o fato de poupar petróleo e carvão ao optar por fontes mais limpas de energia, como hidrelétricas, e o incentivo ao uso de etanol nos carros.


Medição eficiente dos impactos é recente
É fácil apontar os erros cometidos pelos homens, mas ainda não se pode quantificar exatamente a parcela dessas ações no processo de variação do clima. Para Modesto Guedes Ferreira Júnior, professor do curso de engenharia ambiental da Universidade Estácio de Sá. "Além de os registros não serem feitos com tanta eficiência no passado, hoje existe consciência muito maior do que está ocorrendo. O terremoto no Japão, por exemplo, foi acompanhado pelo mundo todo quase em tempo real", explica.

O registro das temperaturas, explica Mozar de Araújo Salvador, meteorologista da Coordenação Geral de Desenvolvimento e Pesquisa do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), é feito por meio de termômetros nas estações meteorológicas em todo o mundo, e suas leituras são feitas sempre nos mesmos horários padronizados pela Organização Mundial de Meteorologia (OMM). Como há várias décadas o tipo de instrumento e a metodologia de coleta de dados são as mesmas nos países associados a OMM, não seria correto dizer que as alterações climáticas registradas hoje devem-se a novas tecnologias. "As variações climáticas são naturais, com anos mais quentes e outros mais amenos. Especificamente no Sul do Brasil, temos observado ao longo dos anos que há uma forte flutuação ano a ano", afirma Salvador. Para o meteorologista, para se afirmar com precisão se existe uma tendência de elevação nas temperaturas e quantificá-la, seria necessária uma investigação específica com os dados dessa região.

A avaliação, afirma o pesquisador da UnB, deve ser feita tomando-se como base milhares de anos. "Não basta olhar os últimos cinco, 10 nem 100 anos. Trata-se de um exame rigoroso das eras geológicas da Terra, desde o começo dela, o que chamamos de estudos paleoclimáticos", afirma. Para se analisar o clima, deve-se levar em conta o passado histórico, para conseguir enxergar um padrão e poder afirmar o que seja uma anomalia climática ou não.

Reforço na educação
Embora a discussão ainda esteja quente no meio científico, o professor de geografia e mestre em educação Francisco Djacyr Silva de Souza, autor do livro Preservação do ambiente: uma ação de cidadania, acredita que os alertas ecológicos foram dados, mas acabaram ignorados pelos governantes. Para ele, o sistema acaba promovendo o uso excessivo dos recursos naturais que desencadeiam poluição, destruição de ecossistemas, desaparecimentos de mananciais, retirada da cobertura vegetal e diminuição da área verde. "É preciso mudar urgentemente nossa mentalidade em relação ao planeta. É preciso ouvir as mensagens que o próprio planeta nos está dando e que muitos não ouvem ou fingem que não ouvem", avalia.

Por outro lado, para Pereira, o caminho passa por uma repensada de atitude de todos os indivíduos, não só do poder público: "economia verde não basta, temos também que rever nossos padrões de consumo". Paralelamente ao desenvolvimento de novas tecnologias que permitam a maior eficiência no uso de energia, segundo o pesquisador, a sociedade precisa reavaliar suas atitudes. Uma vez que o consumo é muito impactante para o equilíbrio climático, o conselho é priorizar bens imateriais como opções aos produtos poluentes. Prefira investir na sua educação a comprar um carro, e faça bem para o planeta, afirma o pesquisador.


Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

A nova riqueza dos pobres

http://basseta2007.blogspot.com/2011/12/las-fiestas-del-consumismo.html
Dezembro é o mês das compras, como maio é o das noivas, agosto é o do desgosto, junho é o das fogueiras e fevereiro é o do Carnaval. Os estudantes aguardam dezembro como o mês das férias; as crianças, como o do Natal. Para os trabalhadores, é o mês em que eles pensam que estão mais ricos. 

Recebem o 13º salário ou parte dele - e compram. A verdade é que já há algum tempo vêm se sentindo menos pobres, vêm comprando. A queda da inflação deixou sobrar no bolso deles a parte do salário que se queimava na fogueira do aumento de preços. 
Compram de tudo. Um compra geladeira nova porque a velha, bom, gelar ela gelava direitinho, mas gastava muita energia. Outro compra televisão nova porque a velha não tem tela plana de LCD, 42 polegadas, e a vizinha pensa que é melhor do que a gente só porque comprou uma de 36 polegadas. Compram DVD, celular para a filha adolescente, forno de micro-ondas, MP3, 4, 5, freezer, videogames, fogão novo, carro. Qual é a mágica? É a prestação que "cabe no bolso". 

Perdiam dinheiro para a inflação, agora perdem para os juros. Em vez de guardarem o dinheiro por seis meses e comprarem à vista com desconto, preferem parcelar em doze meses e pagar o dobro, ou em 24 meses e pagar o triplo. Ficam na mão de espertos, aqueles que lucravam com especulações de curto prazo durante a grande inflação e agora lucram financiando prestações. Os novos compradores não fazem essa conta. Cabendo no orçamento do mês, pagam. Querem se sentir parte da grande nação de consumidores, participar da vida colorida dos anúncios da televisão, esquecer por um momento que não têm escola, atendimento médico, transporte, esgoto, segurança... 

O marido da senhora que faz limpeza na casa de uma amiga esteve desempregado quase um ano. Como não tem nenhum preparo técnico, integrava a turma do bico. Arranjou emprego e, no dia do primeiro pagamento, ele e a mulher compraram uma geladeira nova. Três meses depois, ele estava desempregado outra vez, de volta ao bico. Não se abalaram. O que importa para eles é que a geladeira está em casa há quatro meses e estão conseguindo pagar, seguem tocando a vida. 

- Se nós não tivesse comprado a geladeira, não ia comprar nunca - diz ela, otimista, bebendo sua água geladinha e mantendo protegido o leite das crianças. 

Essa atitude otimista acontece em um momento crítico para o trabalhador no mundo. Caem os investimentos e o comércio entre as nações. As indústrias investem em processos de produção que rendem mais e custam menos. Novas tecnologias provocam dispensas, e não só por lá. Resulta o que se poderia chamar de globalização do olho da rua. 

Mais de 200 milhões de trabalhadores formais perderam o emprego no mundo, segundo a Organização Internacional do Trabalho; quase 1 bilhão de pessoas em condições de trabalhar não encontram vagas, 700 milhões vivem de expedientes, se virando. É a globalização do bico. Milhões sem conta não conseguem nem se virar. É a globalização do dane-se. 

Se alguma conclusão se pode tirar da ingênua tendência compradora daqueles que têm tão pouco, é a de que ela nasce de um incompreensível otimismo - incompreensível para nós, atormentados da classe média. Ao redor deles pipocam dificuldades, mas eles, confiantes, jogam com o destino como se ele fosse uma Mega-Sena que um dia vai dar.
Ivan Angelo
Veja São Paulo - 14/12/2011

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Belo Monte


Belo Monte: uma obra sem respostas ás populações

http://voodobeijaflor.blogspot.com

As discussões a respeito da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte ainda dividem a população de Altamira e municípios próximos. São discussões que resvalam quase sempre para o terreno das defesas apaixonadas. Mas a paixão com que defensores e detratores lidam com a questão acaba sendo resultado mais do modo não muito claro com que o empreendimento foi tratado até agora. As informações nunca são suficientemente exatas. Essa sempre foi uma das principais críticas do Ministério Público Federal.
Um exemplo é a questão indígena. A bacia do rio Xingu abriga 31 terras indígenas, além de quatro unidades de conservação. Há quatro reservas extrativistas. Mesmo assim, os estudos de impacto ambiental realizados na área em nenhum momento foram capazes de identificar o número total de comunidades e povos que serão afetados pela obra.
O projeto da usina prevê a alteração no fluxo do rio. Os danos ambientais, sociais e econômicos ainda não foram mensurados na sua integridade. Um painel de especialistas da Universidade Federal do Pará, coordenados pela pesquisadora Sonia Magalhães, há muito vem alertando sobre as deficiências dos Estudos de Impacto Ambiental. “O EIA-RIMA do AHE Belo Monte não fez um bom estudo sobre a realidade. Não incluiu todos os que serão atingidos, não incluiu todos os impactos ambientais e apresentou estudos e metodologias insuficientes”, afirmou em abril a pesquisadora num painel para discutir Belo Monte em Altamira.
As estimativas do Movimento Xingu Vivo para Sempre é de que mais de 50 mil pessoas serão atingidas, incluindo aí, comunidades indígenas, ribeirinhas, pescadores, agricultores e populações extrativistas. “É um projeto extremamente nocivo e que está sendo empurrado goela abaixo”, diz Antonia Melo, do Xingu Vivo.
OUTRO LADO
O Consórcio Norte Energia, responsável pela obra, nega tantos impactos. “Foi tomado o cuidado de não inundar terras indígenas, que permanecerão intocadas pela barragem, canteiros de obra, estradas de acesso e demais estruturas de engenharia necessárias para a construção da hidrelétrica de Belo Monte. Destaca-se que nenhum empreendimento hidroelétrico será construído no rio Xingu a montante de Belo Monte, pois estes atingiriam terras indígenas – decisão adotada formalmente pelo Conselho Nacional de Política Energética. Nenhuma comunidade indígena será realocada pelo empreendimento, reafirmando o compromisso do projeto com a redução dos impactos sobre a área circundante”, diz a empresa.
Além disso, segundo a Norte Energia, o Estudo de Impacto Ambiental de Belo Monte prevê a implantação de Unidades de Conservação em duas áreas situadas na margem direita do rio Xingu, permitindo a formação de um bloco contínuo de florestas. Com uma área aproximada em um milhão de hectares, próximo às terras indígenas, a área preservada equivaleria a quase duas vezes o território do Distrito Federal.
Uma das obras ligadas a Belo Monte é a barragem da Ilha Pimental. Ela irá cortar a descida da água do Xingu para passar pelos canais. Um paredão de seis quilômetros cortando o rio está previsto para ser construído. O Movimento Xingu Vivo teme o assoreamento de igarapés, como os do Gaioso e de Maria, nas proximidades da terra Juruna do Pakisamba. Outra represa também deve ser construída no igarapé do Paquiçamba.
Para Xingu Vivo, há ‘julgamentos políticos’
“Em Volta Grande, que é um tipo de entorno de rio único no mundo, a possibilidade é que passe a haver pouca água, dezenas de espécies de peixes devem desaparecer, os que sobreviverem serão poucos, os igarapés devem secar e muitas ilhas podem se acabar”, diz o biólogo Leandro Melo, da UFPA em Altamira.
A Norte Energia discorda de críticas dessa natureza. Segundo o consórcio, a construção da barragem não prejudicará o regime hídrico do rio Xingu. “Muito pelo contrário, atestam os estudos que fundamentam o projeto de Belo Monte. Haverá uma regularização do rio em Altamira, que perceberá um nível d’água constante graças à barragem. A Volta Grande do rio Xingu, evidentemente, não secará. Está garantida a vazão sanitária para todo o trecho afetado, exigência ambiental indispensável, permitindo a manutenção do curso original do rio e a preservação do ecossistema local”, garante a empresa.
JUSTIÇA
Antonia Melo, do Xingu Vivo, diz que todas as liminares impetradas até agora e todas as ações, principalmente as que estão sendo feitas pelo Ministério Público Federal, têm sido julgadas de forma mais política do que técnica. “Esses empreendimentos passam por cima das leis. E o que o Governo Federal quer e pronto. é dessa forma que Belo Monte e outras hidrelétricas estão sendo feitas no Brasil”.
Protestos em Belém, Altamira e mais cinco capitais
A manhã de sábado (17), foi marcada por protestos em Belém e outras cinco capitais brasileiras. Atos contra a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte em Altamira integraram o “Dia X pelo Xingu e Contra Belo Monte”, que em Belém reuniu representantes de organizações sociais e ambientais na praça da República. Na capital, eles percorreram várias ruas do centro, em direção à praça do Relógio, onde houve um ato político-cultural.
LIMINAR
“Estamos aqui não só protestando contra a usina, mas também contra a decisão da Justiça que suspendeu a liminar que impedia que a construção alcançasse o leito do rio Xingu, o que ainda vai prejudicar várias famílias”, afirmou Marquinhos Mota, do Comitê Xingu Vivo, responsável pela organização do protesto.
Além de Belém, os protestos foram realizados em São Paulo, Cuiabá, Manaus, Salvador, Porto Alegre e também na cidade de Altamira. “A cada mês vamos fazer uma nova ação nas ruas e vamos denunciar na imprensa, nas redes sociais, na Organização dos Estados Americanos, e ingressar com ações. Faremos o possível para parar com esse projeto”, disse Mota.
(Diário do Pará)

sábado, 17 de dezembro de 2011

Realidades Diferentes

Já se perguntou qual é o seu referencial de felicidade?

Nas pedreiras, nas carvoarias, nos canaviais, nas ruas...elas ainda continuam sendo exploradas.
Hoje em dia, em torno de 4,8 milhões de crianças de 


adolescentes entre 5 e 17 anos estão trabalhando no Brasil,

segundo PNAD (Pesquisa Nacional de Amostras de

Domicílios- IBGE) 2007. Desse total, 1,2 milhão estão na 


faixa entre 5 e 13 anos.





Acontecendo por aqui...


Mauá define seu Plano de Resíduos em Fórum de Meio Ambiente no sábado (17)
Proposta irá compor política municipal de saneamento; debate é aberto à população

O Encontro do Fórum Ampliado de Meio Ambiente será realizado no próximo sábado (17), a partir das 9h, na sede da Secretaria de Meio Ambiente, à rua Santa Cecília, 489, no bairro Matriz, onde será concluída a discussão sobre o Plano Municipal de Resíduos. O encontro é organizado pela Secretaria, que atua em conjunto com o Fórum composto por representantes de vários segmentos sociais da cidade. O encontro contará com os representantes indicados nas plenárias e reuniões anteriores e é aberto à população.

A proposta em debate é produto do trabalho da Câmara Técnica de Resíduos e das discussões desenvolvidas durante onze plenárias realizadas em diversos bairros da cidade. A meta é promover a participação popular na formulação de políticas públicas ambientais.

Depois de concluída a fase de discussão pública do plano, será a vez de formatá-lo tecnicamente para que possa compor o Plano Municipal de Saneamento, em conjunto com os Planos de Água, Esgotamento Sanitário e de drenagem Urbana.

Para o Secretário de Meio Ambiente, José Afonso Pereira, “a construção de uma política púbica dessa importância é um esforço contínuo de envolvimento dos moradores e dos segmentos organizados que atuam alinhados com tema dos resíduos. É preciso que a política nacional seja efetivada e Mauá avance no cuidado com os resíduos produzidos.”


Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Mauá
Secretaria de Comunicação Social

Esperança

Midia News | Meio Ambiente | Código Florestal: Marina Silva pede veto de Dilma



Com exceção dos congressistas da Banca Ruralista, o Brasil todo também pede...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Rio Tamanduateí

Projeto Índice de Poluentes Hídricos

Vale a pena conferir
Trata-se de um estudo do Rio Tamanduateí, quanto ás questões de poluição do maior Rio do Grande ABC.

http://projetoiph.blogspot.com/p/microbiologia.html

Este link acima dá conta de um dos estudos referente ao projeto.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Evolução? Tire suas conclusões...



Vídeo sugerido pelo meu amigo Prof° Renato Brando...vários assuntos, muito aprendizado em nossas conversas de janela!!!

Fala mais que legítima.




Em 09 de Novembro, Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1)
julgou  processo que pedia a suspensão das obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, 
por falta de consulta prévia aos indígenas.  O julgamento foi desempatado pela 
desembargadora Maria do Carmo Cardoso, que manteve o licenciamento ambiental da usina. 

A ação julgada foi proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) que sustentava, conforme a conversão 169 da OIT e o artigo 231 da Constituição Federal, que os povos tradicionais 
impactados pelos empreendimentos têm direito à consulta prévia. Maria do Carmo afirmou que o decreto legislativo que autorizou Belo Monte não determina o momento da consulta prévia.  A desembargadora elogiou o voto do desembargador Fagundes de Deus, que também votou contra os direitos dos indígenas.  Somente a relatora Selene Almeida votou favorável ao recurso do MPF. Além da ação sobre a consulta prévia aos povos indígenas, outras 13 ações denunciando ilegalidades no processo de Belo Monte aguardam julgamento. (Portal Amazônia / Foto fonte. portal G1-http://g1.com.)



Direitos Humanos

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